Posso até viver sem Poesias, mas nunca sem Vinho Tinto!

 


Sou o réu de branco

  a me debater em suas prisões,

a me arrepender por um dia vir a acreditar

que meus sonhos não seriam em vão

  (ter de vê-los despedaçados em tuas mãos...)

e em tuas mãos corre o sangue de tantos outros

 que também tentaram e perderam, e eu

ainda posso ouvi-los gritar.

    (Posso ouvi-los gritar...)

Não podem crer que idéia tão simples

fosse tão impossível de erguer

   e agora todas as palavras dos seus discursos

           estão mortas

por diplomas, impostos e concursos públicos

Sou o réu de branco e eu nem ao menos existo

Sou motivo antigo a me debater em suas mentes,

para sempre indiferentes:

"só seguir em frente, só seguir em frente..."



Soprado por b.m. às 23h01
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É melhor não se acostumar à solidão
Amanhã ou depois
Se o amor acontecer
Não vai doer tanto
Abrir mão do pranto
E sua companhia
Melancolia
E dividir o espaço
Vai ser mais fácil
Se não ocupá-lo todo
Como um tolo
Consigo mesmo
Consegue sim
Viver assim
A porta talvez fechada
Mas não trancada
E como quem não quer nada
Lance sempre a semente
E não se lamente
Espere o vento trazer
A chuva passar
O tempo
É o bastante
Se nascer viva
Se morrer... poesia

Soprado por José às 16h51
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