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Não são corriqueiros estes barulhos
Esta altura e a frieza das pessoas
Não são familiares estes rostos
Tampouco o medo neles estampado.
Não vai me parecer normal
nunca, ter de te olhar duas vezes
E aceitar a ameaça que cresce
na face que eu então desconheço
Não é habitual
a angústia, solidão, repulsa
que pulsa onde eu me escondo
De onde não quero sair.
Nestas pessoas que atropelam minha insignificância
E noutras que sentem pena da minha pequenez
Nesse lugar que prima pelo desconforto
Nesse ambiente em que nada é meu
Nessa situação na qual tudo é tão frágil,
a minha fragilidade se perde.
E é nisso que eu perco meus dias
A contemplar "o ócio [caótico] das horas".
Soprado por
Lara
às
19h30
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