Posso até viver sem Poesias, mas nunca sem Vinho Tinto!

 


Não são corriqueiros estes barulhos

Esta altura e a frieza das pessoas

Não são familiares estes rostos

Tampouco o medo neles estampado.


Não vai me parecer normal

nunca, ter de te olhar duas vezes

E aceitar a ameaça que cresce

na face que eu então desconheço


Não é habitual

a angústia, solidão, repulsa

que pulsa onde eu me escondo

De onde não quero sair.


Nestas pessoas que atropelam minha insignificância

E noutras que sentem pena da minha pequenez

Nesse lugar que prima pelo desconforto

Nesse ambiente em que nada é meu

Nessa situação na qual tudo é tão frágil,

a minha fragilidade se perde.

E é nisso que eu perco meus dias

A contemplar "o ócio [caótico] das horas".

Soprado por Lara às 19h30
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