Posso até viver sem Poesias, mas nunca sem Vinho Tinto!

 


às vezes, observo quem eu odeio.
com a raiva aquietada, reles devaneio.
às vezes, observo quem sei que me mente.
a mentira, algo a girar-lhe em volta.
chamativa. efeitos especiais.
olho e converso como se nada tivesse..
há algum prazer amargo nisso
prazer amargo da coisa sabida e
aproveitada no egoísmo.
o mesmo gosto desse poema
que vem sem muitas rimas
sem beleza a espalhar
sem glória a conter.

Soprado por b.m. às 18h34
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Palavra que não necessita explicação
O é com tudo que se permite a ser
Palavra que não pede talho
Pois fica bem quando faz se exceder

Palavra que em si tropeça
Ao não servir pra demonstrar
Palavra que se torna maldita
Quando dos lábios não devia saltar

Palavra que fere quando pouco[ou muito]pensada.
Vira vômito no real que se deve esconder
Palvra que destaca o pior do açoitado
Contudo aviva este que já ia por se esquecer

Se é esperada do lado de lá,
Palavra que aquece e amorna.
Por ser algo que a si mesma transcende,
Palavra que o brilho dos olhos transforma.

Se diz o ainda não dito,
Ou se mostra o que o óbvio exala
Palavra só não se faz num instante:
Palavra só não é quando tudo cala.

Soprado por Lara às 13h09
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