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Confissão
Tenho que fazer uma confissão: eu gosto de finais felizes. Sei que é duro admitir isso, principalmente enquanto critico tanto os "happy ends" das telinhas, enquanto ironizo com os clichês. Mas gosto mesmo de finais felizes, gosto quando as coisas dão certo, e acredito, assim como dito em Magnólia, que os clichês são todos verdade. Sabe, eu gosto de poesia que rima, poesia que tem ritmo, que um verso casa com o outro como se fossem feitos para isso, e são. Gosto bastante de arte, gosto bastante de beleza, e principalmente gosto de finais felizes. Não há coisa melhor que um longo beijo selando uma conversa, não se sabe nem onde a conversa acabou e começou o beijo, não se sabe o por que os lábios se aproximaram, simplesmente acontece, e é bom. Gosto também de criar expectativas, mesmo sabendo que elas podem ser quebradas, mesmo sabendo que essas quebras doem. Por que as expectativas são como possíveis versos, e você corre o risco de ter boa rima no final. Gosto sobretudo de finais felizes. E quando eu vejo duas pessoas que se amam e se querem eu logo penso em um final feliz. É inevitável! E é essa a perfeição, é nessa parte que o poema rima de maneira mais gostosa, é nessa parte que a própria realidade abre um sorriso. Eu também gosto do perdão. Mas não como palavra, sempre vazia que é. Gosto da capacidade que o ser humano tem de perdoar quantas vezes seu coração agüentar. E o amor... Ah... O amor... Gosto muito do amor, gosto quando ele passa sobre tudo e sobre todos por que ele é forte. Gosto quando as pessoas fogem por amor, gosto de amor proibido, gosto desse amor selvagem que dilacera a alma. Gosto de amor e de finais felizes.
Soprado por
Trunkael
às
14h30
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