Posso até viver sem Poesias, mas nunca sem Vinho Tinto!

 


Igual

Eu pensava que te entendia

Mas na verdade o que eu fazia

Era torcer tudo o que dizias

Não com palavras ditas e sim

na minha cabeça

Eu te imaginava igual, semelhante a mim

Traduzia os teus sonhos na minha língua

E te traía

Te ouvia contar sobre a tua infância

tão diferente da minha e

na minha neurose do igual

buscava significados ocultos no

que dizias

para que se parecesse comigo.

Eu te traí o tempo todo, Amor,

mas foi sem querer, ou quase

Ou não devo dizer "Amor"

se isso se resume numa doença

em ser igual.

      (escrito quando eu tinha 24 anos)



Soprado por Claire às 20h53
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