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Ah, dias de chuva.
De abraçar com o braço outro braço, meu Sutil rancor de não ter sob os ombros estes toques, teus Anseios, pensamentos, que afastam tua lembraça do que fomos Ou somos ainda fantasmas a vagar nestes cortantes e frios,
Ah, dias de chuva.
De face molhada e corpo lânguido, perdendo calor, meu Desejo de ignorar todo o mundo e seus males com os afagos, teus Sopros e palavras que, docemente, embalavam o que fomos E somos, já hoje, distância, poesia, minúcias que caem do céu nestes,
Ah, dias de chuva.
(Lara Vedder)
Soprado por
Trunkael
às
21h15
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