Posso até viver sem Poesias, mas nunca sem Vinho Tinto!

 


Ah, dias de chuva.

De abraçar com o braço outro braço, meu
Sutil rancor de não ter sob os ombros estes toques, teus
Anseios, pensamentos, que afastam tua lembraça do que fomos
Ou somos ainda fantasmas a vagar nestes cortantes e frios,

Ah, dias de chuva.

De face molhada e corpo lânguido, perdendo calor, meu
Desejo de ignorar todo o mundo e seus males com os afagos, teus
Sopros e palavras que, docemente, embalavam o que fomos
E somos, já hoje, distância, poesia, minúcias que caem do céu nestes,

Ah, dias de chuva.

(Lara Vedder)

Soprado por Trunkael às 21h15
[ ] [ envie esta mensagem ]





Versos do Inefável

     Seguro este momento

     fechando a mão:

     há fendas entre

     meus dedos, porém.

 

     A agonia que

     vela em mim

     não me deixará -

     (ela) santifica-me.



Soprado por Claire às 17h16
[ ] [ envie esta mensagem ]