Posso até viver sem Poesias, mas nunca sem Vinho Tinto!

 


rotina.

medo do vazio de olhar para mim e de nada ver só uma página em branco com mágoas calcadas por uma caneta sem tinta assustadora visão de um rapaz sem sonhos entregue a uma banalidade monótona a que chamam de rotina rotina esta que é a corda velha e resistente que me amarra à vida caminho pelos dias de olhos ávidos de sonhos na esperança de sentir aquela brisa fresca que me acaricia e apaixona o desejo de ter que eu acorrento em histórias que nem eu acredito numa fuga à dor na senda da melancólica dor de não sentir mergulho num vazio resta-me saber quando voltarei a emergir

 

as cicatrizes tornam-me mais belo.



Soprado por Raphael às 21h46
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